Dra. Soraya Sbardellotto – Gastroenterologista e Endoscopista Digestiva em
Taguatinga, Brasília-DF

Sentir azia de vez em quando pode até parecer algo comum.

Mas quando esse sintoma se torna frequente — ou quando aparecem sinais menos óbvios — é importante ligar um alerta.

O refluxo gastroesofágico é uma das doenças digestivas mais comuns na prática clínica e, ao mesmo tempo, uma das mais subdiagnosticadas, principalmente quando não se apresenta da forma clássica.

Como médica referência na área da gastroenterologista e endoscopia digestiva em Brasília, observo diariamente pacientes que convivem com sintomas por meses ou anos sem saber que estão lidando com refluxo.

Entender os sinais, as causas e quando investigar é essencial para evitar complicações e recuperar a qualidade de vida.

O que é refluxo gastroesofágico?

conteúdo do estômago retorna para o esôfago.

Ele ocorre quando o conteúdo do estômago retorna para o esôfago.

Isso acontece, principalmente, quando há falha no funcionamento do esfíncter esofagiano inferior — uma espécie de “válvula” que deveria impedir esse retorno.

Quando essa barreira não funciona adequadamente, o ácido do estômago entra em contato com o esôfago, que não está preparado para esse tipo de exposição, gerando inflamação e sintomas.

Quais são os sintomas?

O sintoma mais conhecido é a azia.

A azia é caracterizada por uma sensação de queimação que pode subir do estômago para o peito e, em alguns casos, alcançar a garganta.

Para considerarmos o refluxo como doença, esses sintomas costumam ocorrer pelo menos uma vez por semana.

No entanto, um ponto importante: nem todo refluxo se apresenta com azia.

Quando suspeitar de refluxo gastroesofágico?

Você deve considerar a possibilidade de refluxo gastroesofágico quando:
• Apresenta azia frequente
• Tem sintomas digestivos recorrentes
• Possui tosse ou rouquidão sem causa aparente
• Sente desconforto no peito após se alimentar
• Tem dificuldade para engolir ou sensação de alimento parado

Esses sinais indicam que o organismo pode estar sofrendo com o retorno do conteúdo gástrico.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa com uma consulta detalhada com o gastroenterologista.

A avaliação clínica — baseada em uma anamnese cuidadosa — é fundamental para direcionar a investigação.

No entanto, em muitos casos, é necessária a realização de exames complementares.

Endoscopia digestiva alta: exame essencial na investigação

A endoscopia digestiva alta é um dos exames mais importantes na avaliação do refluxo.

Por meio dela, é possível:
• Avaliar o esôfago, estômago e duodeno
• Identificar inflamações (esofagite)
• Detectar complicações do refluxo
• Excluir outras doenças mais graves
• Realizar biópsias, quando necessário

Hoje, o exame é realizado com sedação e acompanhamento de anestesista, proporcionando conforto, segurança e alta precisão diagnóstica.

O refluxo pode causar complicações?

Sim.

Quando não tratado adequadamente, pode evoluir para:


• Esofagite (inflamação do esôfago)
• Estreitamento do esôfago
• Alterações da mucosa, como esôfago de Barrett
• Impacto importante na qualidade de vida

Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Quais são as causas?

Ele tem origem multifatorial.

Entre os principais fatores, destacam-se:

Excesso de peso

O aumento da pressão abdominal favorece o retorno do conteúdo gástrico.

Fatores hormonais

Alterações hormonais, como as que ocorrem na menopausa, podem influenciar o funcionamento do trato digestivo.

Predisposição genética

Algumas pessoas têm maior tendência a desenvolver refluxo.

Hábitos de vida

•   Alimentação inadequada
•   Refeições volumosas
•   Deitar logo após comer
•   Consumo de álcool
•   Tabagismo

Todos esses fatores podem contribuir para o agravamento dos sintomas.

Como é o tratamento?

O tratamento evoluiu muito e vai muito além do uso de medicamentos.

Ele envolve uma abordagem completa e individualizada, incluindo:

Mudanças no estilo de vida
• Ajustes alimentares
• Evitar refeições próximas ao horário de dormir
• Elevação da cabeceira da cama
• Controle do peso

Tratamento medicamentoso

Quando indicado, o uso de medicações pode ajudar a reduzir a acidez e proteger a mucosa.

Acompanhamento médico especializado.

Cada paciente tem um perfil diferente de refluxo. Por isso, o acompanhamento com gastroenterologista é essencial para definir a melhor estratégia.

Refluxo e qualidade de vida

O refluxo gastroesofágico não impacta apenas o sistema digestivo.

Ele pode interferir no sono, no bem-estar e na rotina diária do paciente.

Muitos pacientes relatam:
• Dificuldade para dormir
• Desconforto constante
• Limitação alimentar
• Ansiedade relacionada aos sintomas

Com o tratamento adequado, é possível recuperar o equilíbrio e a qualidade de vida.

Quando procurar um gastroenterologista?

Procure avaliação especializada se você apresenta:
• Azia frequente
• Tosse persistente sem causa definida
• Rouquidão recorrente
• Dor no peito após alimentação
• Dificuldade para engolir

Esses sintomas não devem ser ignorados.

Avaliação especializada em refluxo em Brasília

Médica gastroenterologista explicando sobre refluxo gastroesofágico em Brasília

Como médica referência em gastroenterologia endoscopia digestiva em Brasília e experiência na formação e ensino de médicos residentes na área, acompanho pacientes com diferentes formas de refluxo gastroesofágico.

A avaliação detalhada permite identificar a causa real dos sintomas e estabelecer um tratamento direcionado, seguro e baseado em evidências.

Conclusão: não normalize o desconforto

O refluxo gastroesofágico é uma condição comum, mas que não deve ser negligenciada.

Nem sempre ele se apresenta de forma clássica — e é justamente nesses casos que o diagnóstico pode atrasar.

Se você apresenta sintomas digestivos persistentes ou sinais atípicos, procurar avaliação médica é o primeiro passo para recuperar sua saúde.

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